Vou-me embora

Minha vida nos últimos anos tem se resumido numa busca incessante por maneiras para ir embora, com alguns intervalos – leia-se viagens – de paz.

Já mudei um par de vezes o meu lugar dos sonhos ou alvo. Já criei vários planos. Já desfiz muitos. Já me desesperei. Já perdi quase todas as esperanças. Mas nunca deixei de querer partir.

Não encaro isso como uma insatisfação crônica ou uma tentativa de fuga impensada. Vejo essa vontade como nada além de uma sede de me livrar do mais-do-mesmo que a vida pode se tornar. Tenho medo da rotina. Preciso de desafios. 

Chego ao ponto de dar menos atenção a minhas obrigações e passar horas planejando uma escapada. Sonhando acordada. Até mesmo me deprimindo, pois a impotência de não conseguir o que quer ou não saber o que fazer pode levar ao desespero.

Mas essa mesma impotência me motiva. Essa é uma daquelas horas que o orgulho é essencial e você tem que bater o pé e insistir. Compromisso pessoal.

Minha última decisão foi recebida muito mal. De um lado há quem diga que vou conseguir, de outro há quem ache uma grande tolice. Não questiono os motivos de cada um, até porque, como já disse, foi uma decisão, não uma ideia que talvez ponha em prática. Isso vai acontecer. Está acontecendo.

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One thought on “Vou-me embora

  1. vaniib says:

    Adorei! Me identifiquei com o que está escrito 🙂

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